A internet é um recurso bastante utilizado em nossos dias. Facilita pesquisas diversas. Basta um clique, e pronto, todas as informações pedidas estão ao seu dispor. No entanto, para utilizá-la na escola é necessário tomar alguns cuidados. O professor precisa estar sempre atento à forma como os alunos estão utilizando essa ferramenta. Para tanto, duas práticas são importantíssimas: orientação e supervisão.
A idéia que nossos jovens têm de internet é que ela só serve para acessar o MSN e o Orkut. Isso precisa ser mudado. Ele precisa perceber que esses sites têm a sua utilidade na comunicação, mas que existem outros além deles. Pela internet podemos ler qualquer tipo de conteúdo, conhecer países, outras culturas, língua, literatura, matemática, física, enfim, tudo o que quisermos saber ela nos fornece. É importante a orientação, do contrário, esse material tão rico em informações não será explorado da forma devida.
A supervisão não pode faltar, caminha junto à orientação. Precisamos estar atentos aos hipertextos e hiperlinks, nos quais nossos alunos podem se desvirtuar do tema proposto com bastante facilidade e esclarecer-lhes sobre os direitos autorais. O conteúdo é uma fonte de pesquisa, não deve ser usado como se o autor fosse o aluno. A fonte deve ser informada e respeitada. O ideal é que leia-se diversas fontes e tenha o seu próprio parecer a respeito de determinado tema. Todo o texto que não for de sua autoria, o nome do autor deve ser divulgado em seu trabalho.
Algo que tem acontecido em demasia nos trabalhos escolares é a cópia de obras, na íntegra, de autores, sem qualquer respeito aos direitos autorais. Na lei 9610, artigos 3º e 4º há a determinação do direito dos autores de obras diversas e suas devidas punições.
O estudo da referida lei deve ser feito em sala de aula. Sugiro que levemos a nossa turma ao laboratório de informática e acessemos o site · www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L9610.htm e criemos um texto dissertativo acerca das informações obtidas no mesmo. Após a construção desse texto, levar o assunto para ser debatido em sala de aula para, juntos, chegarem a uma conclusão. Dessa forma, desenvolveremos uma conscientização acerca dessa prática.
Outra forma de combate ao plágio é a punição. Já recebi uma cópia inteira do livro Romeu e Julieta. A proposta era ler, fazer o resumo e apresentar a história à turma de forma contada oralmente ou através de uma peça teatral. O grupo simplesmente copiou todo o conteúdo da internet e não fez o resumo. Considerei apenas a contação da história e dei zero ao resumo. Não podemos aceitar essa prática, não por maldade ou por que queremos que nosso aluno tenha mais trabalho, mas para que ele leia, desenvolva sua linguagem oral e escrita, seja capaz de interpretar textos com níveis diversos de dificuldade.
Lendo os sites sugeridos pela tutora, percebi , ainda, uma outra forma que é a utilização de textos reflexivos. O aluno precisará ler diversas fontes para, então, dar o seu parecer. Não haverá como copiar, pois precisará concordar ou discordar acerca de um tema, para, assim expressar os seus pensamentos. Esse tipo de atividade serve para qualquer disciplina e requer do aluno não uma simples pesquisa, mas uma leitura ampla sobre o assunto, para então conseguir escrever a respeito do mesmo. Podemos, também, após todo esse processo, levantar discussões na turma e até separar um grupo a favor e outro grupo contra determinado assunto. Por exemplo: pesquisa sobre a liberação da maconha. O aluno pode simplesmente acessar um site e copiar todo o conteúdo ou ler diversas fontes, escrever o seu parecer e ainda participar de um debate posicionando-se contra ou a favor da liberação da droga. Veja a diferença. Acredito que na segunda opção o aprendizado foi bem maior.
Essa não é uma tarefa fácil, já que na maioria das escolas há poucos computadores, mas a nossa parte precisa ser feita e muito bem feita.
Maria de Lourdes.
